Voa, fumaça Corre, cerca Ai seu foguista Bota fogo Na fornalha Que eu preciso Muita força Muita força Muita força
Oô.. Foge, bicho Foge, povo Passa ponte Passa poste Passa pato Passa boi Passa boiada Passa galho De ingazeira Debruçada Que vontade De cantar!
Oô... Quando me prendero No canaviá Cada pé de cana Era um oficia Ôo... Menina bonita Do vestido verde Me dá tua boca Pra matá minha sede Ôo... Vou mimbora voou mimbora Não gosto daqui Nasci no sertão Sou de Ouricuri Ôo...
Vou depressa Vou correndo Vou na toda Que só levo Pouca gente Pouca gente Pouca gente...
so, na cela de uma cadeia Foi que eu vi pela primeira vez, as tais fotografias Em que apareces inteira, porém lá não estava nua
E sim coberta de nuvens Terra, terra, Por mais distante o errante navegante
Quem jamais te esqueceria
Ninguém supõe a morena, dentro da estrela azulada Na vertigem do cinema, mando um abraço pra ti Pequenina como se eu fosse o saudoso poeta
E fosses a Paraíba
Terra, terra,
Por mais distânte o errante navegante
Quem jamais te esqueceria
Eu estou apaixonado, por uma menina terra Signo de elemento terra, do mar se diz terra à vista Terra para o pé firmeza, terra para a mão carícia
Outros astros lhe são guia
Terra, terra,
Por mais distânte o errante navegante
Quem jamais te esqueceria Eu sou um leão de fogo, sem ti me consumiria A mim mesmo eternamente,e de nada valeria Acontecer de eu ser gente e gente é outra alegria
Diferente das estrelas
Terra, terra,
Por mais distânte o errante navegante
Quem jamais te esqueceria
De onde nem tempo e nem espaço, que a força te de coragem Pra gente te dar carinho, durante toda a viagem Que realizas do nada,através do qual carregas
O nome da tua carne
Terra, terra,
Por mais distânte o errante navegante
Quem jamais te esqueceria Na sacadas do sobrado, da eterna são salvador Há lembranças de donzelas, do tempo do Imperador Tudo, tudo na Bahia faz a gente querer bem
Hoje você é quem manda Falou, tá falado Não tem discussão A minha gente hoje anda Falando de lado E olhando pro chão, viu
Você que inventou esse estado E inventou de inventar Toda a escuridão Você que inventou o pecado Esqueceu-se de inventar O perdão
Apesar de você Amanhã há de ser Outro dia Eu pergunto a você Onde vai se esconder Da enorme euforia Como vai proibir Quando o galo insistir Em cantar Água nova brotando E a gente se amando Sem parar
Quando chegar o momento Esse meu sofrimento Vou cobrar com juros, juro Todo esse amor reprimido Esse grito contido Este samba no escuro
Você que inventou a tristeza Ora, tenha a fineza De desinventar Você vai pagar e é dobrado Cada lágrima rolada Nesse meu penar
Apesar de você Amanhã há de ser Outro dia Inda pago pra ver O jardim florescer Qual você não queria Você vai se amargar Vendo o dia raiar Sem lhe pedir licença E eu vou morrer de rir Que esse dia há de vir Antes do que você pensa
Apesar de você Amanhã há de ser Outro dia Você vai ter que ver
Oie gente!! Boa tarde Gemug ,retornando ,toma-se nota desta musica do
Vinicius de Moraes Rosa de Hiroshima
Rosa de Hiroshima Letra
Vinicius de Moraes
Pensem nas crianças Mudas telepáticas Pensem nas meninas Cegas inexatas Pensem nas mulheres Rotas alteradas Pensem nas feridas Como rosas cálidas Mas, oh, não se esqueçam Da rosa da rosa Da rosa de Hiroshima A rosa hereditária A rosa radioativa Estúpida e inválida A rosa com cirrose A anti-rosa atômica Sem cor sem perfume Sem rosa, sem nada
segunda-feira, 2 de junho de 2014
Intervenção realizada na escola "E.E Josepha Cubas", dia 09/O5/2014. Alunas Elaine e Alice - Bolsistas PIBID. TEMA : A GEOGRAFIA COMO PROFISSÃO
MUSICAS
"CIO DA TERRA" – MILTON NASCIMENTO
Debulhar o trigo
Recolher cada bago do trigo
Forjar no trigo o milagre do pão
E se fartar de pão
Decepar a cana
Recolher a garapa da cana
Roubar da cana a doçura do mel
Se lambuzar de mel
Afagar a terra
Conhecer os desejos da terraCio da terra, propícia estação
E fecundar o chão.
"A CIDADE" – NAÇÃO ZUMBI E CHICO SCIENCE.
O Sol nasce e ilumina as pedras evoluídas,
Que cresceram com a força de pedreiros suicidas.
Cavaleiros circulam vigiando as pessoas,
Não importa se são ruins, nem importa se são boas.
E a cidade se apresenta centro das ambições,
Para mendigos ou ricos, e outras armações.
Coletivos, automóveis, motos e metrôs,
Trabalhadores, patrões, policiais, camelôs.
A cidade não pára, a cidade só cresce
O de cima sobe e o debaixo desce.
A cidade não pára, a cidade só cresce
O de cima sobe e o debaixo desce.
A cidade se encontra prostituída,
Por aqueles que a usaram em busca de saída.
Ilusora de pessoas e outros lugares,
A cidade e sua fama vai além dos mares.
No meio da esperteza internacional,
A cidade até que não está tão mal.
E a situação sempre mais ou menos,
Sempre uns com mais e outros com menos.
A cidade não pára, a cidade só cresce
O de cima sobe e o debaixo desce.
A cidade não pára, a cidade só cresce
O de cima sobe e o debaixo desce.
Eu vou fazer uma embolada, um samba, um maracatu
Tudo bem envenenado, bom pra mim e bom pra tú.
Pra gente sair da lama e enfrentar os urubus. (haha)
Visita dos alunos dia 06/12/2013 da E. E. Virginia Ramalho á UNESP - Ourinhos, onde realizamos uma atividade abordando conceitos da Geografia, como Região/Paisagem/Lugar e focando na cultura nordestina. Trabalhamos com duas músicas que descrevem um pouco de como é a região nordestina, e como enfoque cultural falamos sobre Literatura de Cordel, e realizados uma atividade com os alunos. Músicas usadas:
ASA
BRANCA
Composição: Luiz
Gonzaga e Humberto Teixeira
Quando olhei a terra ardendo qual fogueira de São João,
Eu perguntei a Deus do céu, ai por que tamanha judiação?
Que braseiro, que fornalha nem um pé de plantação
Por falta d'água perdi meu gado morreu de sede meu alazão
Até mesmo a asa branca bateu asas do sertão
Então eu disse adeus Rosinha guarda contigo meu coração
Quando o verde dos teus olhos se espalhar na plantação
Eu te asseguro não chores não, viu
Que eu voltarei, viu, meu coração
Hoje longe muitas léguas , numa triste solidão
Espero a chuva cair de novo para eu voltar pro meu sertão
Quando o verde dos seus olhos se espalha na plantação
Eu te asseguro não Chores não, viu?
Que eu voltarei, viu meu coração.
ÚLTIMO
PAU-DE-ARARA
Composição: Venâncio,
Corumba e J. Guimarães
A vida aqui só é ruim
quando não chove no chão
mas se chover dá de tudo fartura tem de montão
tomara que chova logo tomara meu deus tomara
só deixo o meu cariri no último pau-de-arara
Enquanto a minha vaquinha tiver o couro e o osso
e puder com o chocalho pendurado no pescoço
eu vou ficando por aqui que deus do céu me ajude
quem sai da terra natal em outros cantos não para
só deixo o meu cariri no último pau-de-arara.