Hoje você é quem manda Falou, tá falado Não tem discussão A minha gente hoje anda Falando de lado E olhando pro chão, viu
Você que inventou esse estado E inventou de inventar Toda a escuridão Você que inventou o pecado Esqueceu-se de inventar O perdão
Apesar de você Amanhã há de ser Outro dia Eu pergunto a você Onde vai se esconder Da enorme euforia Como vai proibir Quando o galo insistir Em cantar Água nova brotando E a gente se amando Sem parar
Quando chegar o momento Esse meu sofrimento Vou cobrar com juros, juro Todo esse amor reprimido Esse grito contido Este samba no escuro
Você que inventou a tristeza Ora, tenha a fineza De desinventar Você vai pagar e é dobrado Cada lágrima rolada Nesse meu penar
Apesar de você Amanhã há de ser Outro dia Inda pago pra ver O jardim florescer Qual você não queria Você vai se amargar Vendo o dia raiar Sem lhe pedir licença E eu vou morrer de rir Que esse dia há de vir Antes do que você pensa
Apesar de você Amanhã há de ser Outro dia Você vai ter que ver
Oie gente!! Boa tarde Gemug ,retornando ,toma-se nota desta musica do
Vinicius de Moraes Rosa de Hiroshima
Rosa de Hiroshima Letra
Vinicius de Moraes
Pensem nas crianças Mudas telepáticas Pensem nas meninas Cegas inexatas Pensem nas mulheres Rotas alteradas Pensem nas feridas Como rosas cálidas Mas, oh, não se esqueçam Da rosa da rosa Da rosa de Hiroshima A rosa hereditária A rosa radioativa Estúpida e inválida A rosa com cirrose A anti-rosa atômica Sem cor sem perfume Sem rosa, sem nada
segunda-feira, 2 de junho de 2014
Intervenção realizada na escola "E.E Josepha Cubas", dia 09/O5/2014. Alunas Elaine e Alice - Bolsistas PIBID. TEMA : A GEOGRAFIA COMO PROFISSÃO
MUSICAS
"CIO DA TERRA" – MILTON NASCIMENTO
Debulhar o trigo
Recolher cada bago do trigo
Forjar no trigo o milagre do pão
E se fartar de pão
Decepar a cana
Recolher a garapa da cana
Roubar da cana a doçura do mel
Se lambuzar de mel
Afagar a terra
Conhecer os desejos da terraCio da terra, propícia estação
E fecundar o chão.
"A CIDADE" – NAÇÃO ZUMBI E CHICO SCIENCE.
O Sol nasce e ilumina as pedras evoluídas,
Que cresceram com a força de pedreiros suicidas.
Cavaleiros circulam vigiando as pessoas,
Não importa se são ruins, nem importa se são boas.
E a cidade se apresenta centro das ambições,
Para mendigos ou ricos, e outras armações.
Coletivos, automóveis, motos e metrôs,
Trabalhadores, patrões, policiais, camelôs.
A cidade não pára, a cidade só cresce
O de cima sobe e o debaixo desce.
A cidade não pára, a cidade só cresce
O de cima sobe e o debaixo desce.
A cidade se encontra prostituída,
Por aqueles que a usaram em busca de saída.
Ilusora de pessoas e outros lugares,
A cidade e sua fama vai além dos mares.
No meio da esperteza internacional,
A cidade até que não está tão mal.
E a situação sempre mais ou menos,
Sempre uns com mais e outros com menos.
A cidade não pára, a cidade só cresce
O de cima sobe e o debaixo desce.
A cidade não pára, a cidade só cresce
O de cima sobe e o debaixo desce.
Eu vou fazer uma embolada, um samba, um maracatu
Tudo bem envenenado, bom pra mim e bom pra tú.
Pra gente sair da lama e enfrentar os urubus. (haha)
Visita dos alunos dia 06/12/2013 da E. E. Virginia Ramalho á UNESP - Ourinhos, onde realizamos uma atividade abordando conceitos da Geografia, como Região/Paisagem/Lugar e focando na cultura nordestina. Trabalhamos com duas músicas que descrevem um pouco de como é a região nordestina, e como enfoque cultural falamos sobre Literatura de Cordel, e realizados uma atividade com os alunos. Músicas usadas:
ASA
BRANCA
Composição: Luiz
Gonzaga e Humberto Teixeira
Quando olhei a terra ardendo qual fogueira de São João,
Eu perguntei a Deus do céu, ai por que tamanha judiação?
Que braseiro, que fornalha nem um pé de plantação
Por falta d'água perdi meu gado morreu de sede meu alazão
Até mesmo a asa branca bateu asas do sertão
Então eu disse adeus Rosinha guarda contigo meu coração
Quando o verde dos teus olhos se espalhar na plantação
Eu te asseguro não chores não, viu
Que eu voltarei, viu, meu coração
Hoje longe muitas léguas , numa triste solidão
Espero a chuva cair de novo para eu voltar pro meu sertão
Quando o verde dos seus olhos se espalha na plantação
Eu te asseguro não Chores não, viu?
Que eu voltarei, viu meu coração.
ÚLTIMO
PAU-DE-ARARA
Composição: Venâncio,
Corumba e J. Guimarães
A vida aqui só é ruim
quando não chove no chão
mas se chover dá de tudo fartura tem de montão
tomara que chova logo tomara meu deus tomara
só deixo o meu cariri no último pau-de-arara
Enquanto a minha vaquinha tiver o couro e o osso
e puder com o chocalho pendurado no pescoço
eu vou ficando por aqui que deus do céu me ajude
quem sai da terra natal em outros cantos não para
só deixo o meu cariri no último pau-de-arara.
Fotos:
segunda-feira, 28 de abril de 2014
Fotos! Intervenção feita na escola JOSE AUGUSTO DE OLIVEIRA -17/04/2014 Alunos do CACU-O (Cursinho Alternativo Campus UNESP Ourinhos) TEMA: Uso das letras musicais e Globalização no vestibular. MUSICA USADA: Disneylândia - Titãs Álbum: Titanomaquia - 1993
Filho de imigrantes russos casado na Argentina Com uma pintora judia, Casou-se pela segunda vez Com uma princesa africana no México
Música hindú contrabandiada por ciganos poloneses faz sucesso No interior da Bolívia zebras africanas E cangurus australianos no zoológico de Londres. Múmias egípcias e artefatos íncas no museu de Nova York
Lanternas japonesas e chicletes americanos Nos bazares coreanos de São Paulo. Imagens de um vulcão nas Filipinas Passam na rede de televisão em Moçambique
Armênios naturalizados no Chile Procuram familiares na Etiópia, Casas pré-fabricadas canadenses Feitas com madeira colombiana Multinacionais japonesas Instalam empresas em Hong-Kong E produzem com matéria prima brasileira Para competir no mercado americano
Literatura grega adaptada Para crianças chinesas da comunidade européia. Relógios suíços falsificados no Paraguay Vendidos por camelôs no bairro mexicano de Los Angeles. Turista francesa fotografada semi-nua com o namorado árabe Na baixada fluminense
Filmes italianos dublados em inglês Com legendas em espanhol nos cinemas da Turquia Pilhas americanas alimentam eletrodomésticos ingleses na Nova Guiné
Gasolina árabe alimenta automóveis americanos na África do Sul. Pizza italiana alimenta italianos na ItáliaCrianças iraquianas fugidas da guerra Não obtém visto no consulado americano do Egito Para entrarem na Disneylândia.
Fotos da intervenção com pessoal do CRAS - 31/11/2013 Trabalhamos conceito de Região - Lugar, Espaço, Território e Paisagem. Tentando abordar um pouco do cotidiano dos jovens Ourinhenses.Utilizamos 4 músicas:
Aluga-se - Raul Seixas
A solução pro nosso povo
Eu vou dá
Negócio bom assim
Ninguém nunca viu
Tá tudo pronto aqui
É só vim pegar
A solução é alugar o Brasil!...
Nós não vamo paga nada
Nós não vamo paga nada
É tudo free!
Tá na hora agora é free
Vamo embora
Dá lugar pros gringo entrar
Esse imóvel tá prá alugar
Ah! Ah! Ah! Ah! Ah! Ah!...
Os estrangeiros
Eu sei que eles vão gostar
Tem o Atlântico
Tem vista pro mar
A Amazônia
É o jardim do quintal
E o dólar dele
Paga o nosso mingau...
Nós não vamo paga nada
Nós não vamo paga nada
É tudo free!
Tá na hora agora é free
Vamo embora
Dá lugar pros gringo entrar
Pois esse imóvel está prá alugar
Alugar! Ei!
-Grande Solução!...
Nós não vamo paga nada
Nós não vamo paga nada
Agora é free!
Tá na hora é tudo free
Vamo embora
Dá lugar pros outro entrar
Pois esse imóvel tá prá alugar
Ah! Ah! Ah! Ah!
Nós não vamo paga nada
Nós não vamo paga nada
Agora é free!
Tá na hora é tudo free
Vamo embora
Dá lugar pros gringos entrar
Pois esse imóvel
Está prá alugar...
Está Prá Alugar Meu Deus!
Nós não vamo paga nada!
Nós não vamo paga nada!
É tudo free!
Vamo embora!
Sobradinho - Sá e Guarabyra
O homem chega, já desfaz a natureza
Tira gente, põe represa, diz que tudo vai mudar
O São Francisco lá pra cima da Bahia
Diz que dia menos dia vai subir bem devagar
E passo a passo vai cumprindo a profecia do beato que dizia que o Sertão ia alagar
O sertão vai virar mar, dá no coração
O medo que algum dia o mar também vire sertão
Adeus Remanso, Casa Nova, Sento-Sé
Adeus Pilão Arcado vem o rio te engolir
Debaixo d'água lá se vai a vida inteira
Por cima da cachoeira o gaiola vai, vai subir
Vai ter barragem no salto do Sobradinho
E o povo vai-se embora com medo de se afogar.
Remanso, Casa Nova, Sento-Sé
Pilão Arcado, Sobradinho
Adeus, Adeus ...
Adoniran Barbosa - Saudosa Maloca
Si o senhor não "tá" lembrado Dá licença de "contá" Que aqui onde agora está Esse "edifício arto" Era uma casa véia Um palacete assombradado Foi aqui seu moço Que eu, Mato Grosso e o Joca Construímo nossa maloca Mais, um dia Nóis nem pode se alembrá Veio os homi c'as ferramentas O dono mandô derrubá Peguemo todas nossas coisas E fumos pro meio da rua Aprecia a demolição Que tristeza que nóis sentia Cada táuba que caía Duia no coração Mato Grosso quis gritá Mas em cima eu falei: Os homis tá cá razão Nós arranja outro lugar Só se conformemo quando o Joca falou: "Deus dá o frio conforme o cobertor" E hoje nóis pega a páia nas grama do jardim E prá esquecê nóis cantemos assim: Saudosa maloca, maloca querida, Dim dim donde nóis passemos os dias feliz de nossas vidas Saudosa maloca,maloca querida, Dim dim donde nóis passemo os dias feliz de nossas vidas.
Rap da Felicidade - Cidinho e Doca
Eu só quero é ser feliz Andar tranqüilamente na favela onde eu nasci, é E poder me orgulhar E ter a consciência que o pobre tem seu lugar
Fé em Deus... DJ
Eu só quero é ser feliz Andar tranqüilamente na favela onde eu nasci, é E poder me orgulhar E ter a consciência Que o pobre tem o seu lugar
Mas eu só quero é ser feliz,feliz,feliz,feliz,feliz onde eu nasci ham... e poder me orgulhar e ter a consciência Que o pobre tem seu lugar
Minha cara autoridade, eu já não sei o que fazer Com tanta violência eu tenho medo de viver Pois moro na favela e sou muito desrespeitado A tristeza e a alegria aqui caminham lado a lado Eu faço uma oração para uma santa protetora Mas sou interrompido a tiros de metralhadora Enquanto os ricos moram numa casa grande e bela O pobre é humilhado,esculachado na favela Já não agüento mais essa onda de violência Só peço, autoridade, um pouco mais de competência
Eu só quero é ser feliz Andar tranqüilamente na favela onde eu nasci, é E poder me orgulhar E ter a consciência Que o pobre tem o seu lugar
Diversão hoje em dia não podemos nem pensar Pois até lá no baile eles vêm nos humilhar Ficar lá na praça, que era tudo tão normal Agora virou moda a violência no local Pessoas inocentes, que não têm nada a ver Estão perdendo hoje o seu direito de viver Nunca vi cartão postal que se destaque uma favela Só vejo paisagem muito linda e muito bela Quem vai pro exterior da favela sente saudade O gringo vem aqui e não conhece a realidade Vai pra Zona Sul pra conhecer água de coco E pobre na favela,vive passando sufoco Trocaram a presidência, uma nova esperança Sofri na tempestade, agora eu quero a bonança O povo tem a força, só precisa descobrir Se eles lá não fazem nada, faremos tudo daqui.
Eu só quero é ser feliz Andar tranqüilamente na favela onde eu nasci, é E poder me orgulhar E ter a consciência Que o pobre tem o seu lugar
Diversão hoje em dia... nem pensar Pois até lá no baile eles vêm nos humilhar Ficar lá na praça, que era tudo tão normal Agora virou moda a violência no local Pessoas inocentes, que não têm nada a ver Estão perdendo hoje o seu direito de viver Nunca vi cartão postal em que se destaque uma favela Só vejo paisagem muito linda e muito bela Quem vai pro exterior da favela sente saudade O gringo vem aqui e não conhece a realidade Vai pra Zona Sul pra conhecer água de coco E pobre na favela, passando sufoco Trocaram a presidência, uma nova esperança Sofri na tempestade, agora eu quero a bonança O povo tem a força, só precisa descobrir Se eles lá não fazem nada, faremos tudo daqui.